quarta-feira, 18 de abril de 2012

Meu direito.

Preciso de algumas explicações. E com urgência. Alguém que me explica como a gente pode se perder e achar que se encontrou? Ninguém é tão alguém que supere nossa própria companhia, acredite! Esse coração que não toma jeito... Nem dá jeito. Não chega a ser uma carência escancarada, mas afinal qual é o ser humano que não tem a básica necessidade de se sentir cuidado, de aquietar-se um pouco, receber afeto, afago, um olhar manso?! Eu também preciso de carinho, você me entende? Como eu disse, quem é que não precisa?! Sobreviver em meio a socos, ponta-pés, arranhões é doloroso demais, cruel demais. Você pode dizer que me vê autossuficiente demais, mas vou te contar uns dos meus maiores segredos: é pura propaganda enganosa. Agora eu só finjo. Finjo que não me importo, finjo que cresci, finjo que esqueço e finjo que não me machuco mais. Sem mais rodeios, quero chegar a só um ponto, vê se entende o que eu tento dizer: em meio ao turbilhão de más palavras, em meio a toda esse conflito de pessoas e sentimentos, em meio aos maus tratos das pessoas e todos aqueles "não-me-toque", no fundo, no fundo a gente quer mesmo é gritar "me-toque-mas-me-toque-com-cuidado." A gente tem esse direito, não tem?!

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