Ô Deus, como sou mesquinha. Sou mesquinha mas não sou cruel, muito menos valente o suficiente para desistir de tudo o que construi durante esse tempo de vida e lutar por você. Eu sempre vou embora, e sei que nunca vou poder te pedir pra ficar ai me esperando com um sorriso congelado no rosto porque nunca sei se consigo voltar.
Eu até abro mão de você de uma forma carinhosa porque sei que nunca vou poder contar com você de fato. Só não sei se é insegurança ou se você faz parte da sociedade com alma de menino grande que não consegue se entregar. E eu tenho que entender. A verdade é que não sei se vou ou se fico. Tantas meias verdades, tantas dúvidas. Esse é daqueles típicos amores tarja-preta, eu diria. As dosagens devem ser homeopáticas e de mês em mês, que é pra não viciar. Porque se vicia, ah, querida, ai já era, não tem mais jeito, você vai continuar sendo mesquinha o suficiente para olhar pra ele por trás do ombro de óculos escuros para ninguém perceber. Furada!
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