domingo, 20 de maio de 2012

O difícil é quando dá as 18 horas.

Quando o tempo vai escurecendo e o sol desaparecendo junto com milhares de pessoas para conversar é ai que dói mais. Quando não há mais nada a se fazer a não ser assumir a realidade e parar de se esconder em meio a falsas alegrias. É ai que dói. A hora em que você se deita e não existe outra alternativa a não ser repassar seu dia, seu mês, sua vida em mente, é aí que bate saudade. 
Saudade do que foi, saudade do que era pra ser e não foi, saudade do que você inventou. Só saudade, sem temperos muito amargos nem muito doces. Saudade branda, leve, saudade que emociona. Mas saudade que tem que ficar pra trás. Porque viver se remexendo é doloroso demais, cruel demais e você não pode se maltratar dessa forma. Com o tempo resolvi dar um tempo pro coração também. Ele andava tão cansado, surrado, amargo. Ser intensa demais também cansa, me entende? Dá uma dor da cabeça danada e tira algumas noite de sono. 
Foi aí que resolvi vestir minha melhor roupa, complementá-la com o meu melhor sorriso e distribuir gentilezas por aí porque o mundo já anda amargo demais, mal habitado demais e eu nunca quis fazer parte dessa sujeira toda. Resolvi limpar. Fiquei mais seletiva com as coisas e principalmente com as pessoas, hoje estão ao me lado aqueles que querem estar ao meu lado porque mendigar amor é muito cruel e meu coração andava reclamando por ser tão surrado ao entregar tantos sorrisos a gente falsa. 
É tempo de acolher gente de sorriso leve, puro
Voltei a fazer tudo aquilo que parei porque julgaram ser estúpido. Resolvi que quero ser estupidamente estúpida se é isso que me faz bem. Parei de querer agradar a todo mundo, faço agora o melhor que posso, do jeito que eu sei fazer. Tô na vida pra viver e agradecer. Parei de me lamentar um pouco e comecei a agradecer mais. Ainda bem que chega as 18 horas que agora eu deito e repenso o quanto ando bem, ando feliz as 24 horas do dia e vou dormir sorrindo. Sorri você também!

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