sexta-feira, 4 de maio de 2012

Me condeno: Culpada!

Centro e vinte e cinco dias, quatorze horas mais vinte e sete minutos. Agora me diga: o que você tem feito com a sua vida? Acho que ando precisando de informações desse tipo pra saber se realmente sei o que estou fazendo com a minha. Engraçado isso, mas as pessoas perdem o controle sob elas mesmas e lamentavelmente acho que isso aconteceu comigo. A rotina dos meus passos retratam cansaço e comodismo. Cadê a nossa música na rádio que dizia que "você tem meia hora para mudar a minha vida"? Vem... Vambora! Parando agora para observar vejo que até que conseguimos prolongar esse tempo, né? Com paciência e muita desaprovação, mas prolongamos, e é isso que importa.
Olha só como as coisas são, quando a gente vive alguma coisa com muita vontade as mentiras começam a se tornarem reais demais para serem vistas só como mentiras e eu particularmente acho isso bem cômico. E comodo também. Quer vida mais magnífica do que se afundar só nas suas "verdades"?! A vida fica tão mais simples, pode apostar. Experiência própria tudo aconteceu como eu sempre quis, planejei direitinho, vivi direitinho minhas pseudo-verdades e pronto! Me afundei nessas mentiras tão reais e esqueci a realidade do outro lado da porta.
Hoje eu preciso confessar algumas coisas, primeiro: te projetei um pouco. E pra conseguir confessar isso passei pela eterna dramatização e orgulho dizendo que a culpa foi minha. Porque sabe, né, fica tudo mais simples se você é o "vilão" da história, no meu caso, a vilã! Me senti bem mais poderosas quando esses dias chegaram, rolou uma espécie de poder sob mim, entende? Quero dizer, se a culpa foi minha, logo, não deu certo foi por minha causa! Mantive esse egocentrismo que me elevava por alguns dias e, agora me encontro em plena calmaria. Talvez esse meu egocentrismo tantas vezes tachado como cruel demais foi que me manteve em pé. Tá ai, cruel demais... Hoje você diz que eu sou cruel demais, fria demais, mas, acho que o cruel da história é você.  E as vezes que você bateu a porta sem me dar chances de te gritar? E as vezes que eu falava com a sua secretária eletrônica ao invés de você apertar o botãozinho verde do telefone? Mas o pior eram suas imitações de telefone com sinal baixo. Você sempre foi péssimo em imitações!
Segunda confissão: Eu idealizo tudo. Tudinho mesmo... Meu café da manhã com frutas, meu final de semana com um porre daqueles ou umas férias de verão incriveis. Com você não foi diferente, idealizei mesmo, forjei mesmo e me ferrei mesmo. Tudo bem, passa, eu sei que passa, tá passando agora e eu adoro isso! Você me diz que matei todos os teus planos, mas, cá pra nós, quem é que precisa de planos quando se sabe fingir tão bem que é feliz? Eu sei... Ninguém percebe minhas fraquezas, minhas carências, minhas manhas.   
E por fim, hoje eu consigo fazer a terceira confissão da minha vida, que, diga-se de passagem, acho que é a mais importate: Sou uma auto-ajuda ambulante, e ser assim me salvou. Sim, me salvou, me livrou, me mimou. Comecei a me querer mais, comecei a me amar mais, a me mimar mais. E pra mim agora é tudo mais. Você foi tão menos que foi esquecido, mas antes disso me fez ser esse mais, me fez essa auto-ajuda ambulante que tanto se ama e hoje se leva a sério. Nada de empurrar a vida com a barriga, meu bem! Sou feliz hoje e a culpa é minha.

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