Esse ar de tristeza te define. Digo melhor, te define diante as pessoas que não te conhecem. Não é tristeza de fato, é uma máscara. Sempre suspeitei que você usasse máscaras, uma para cada dia, para conseguir ser quem você quisesse ser, na hora em que quisesse ser. Essa "cara feia" sempre foi sua porta de entrada, sem se preocupar em agradar ou não. E eu sempre te invejei isso, confesso. O teu jeito que não me permite saber o que esperar de ti, a tua eterna melancolia misturada na sua maneira desastrada de lhe dar com ela me provam cada dia um pouco que vemos o que queremos ver de cada pessoa, e de ti vejo o básico, o cru, o que me deixas ver.
Você tem o mundo nas mãos, mas anda perdido como se a luz estivesse apagada. E se a luz não acender, quem vai saber por onde caminhar? Como você vai caminhar?! Ninguém é tão bruto assim o tempo todo. Uma vez me disseram que era pura defesa sua, depois de tantas quedas as pessoas não te enganam mais, elas não conseguem mais se aproximarem. Elas sentem medo. E com a gente foi diferente. Não tive medo e você não teve receio. Te enxerguei e você deixou, e ficamos nessa de vai-não-volta, nessa certeza incerta de que alguma coisa faz nossa ligação, e na negação do sentimento que cresce.
Ontem confessei meu amor e você me provou o teu, mas só ele não é o bastante para nos unir. A gente não funciona em uma conta de adição. Precisamos de algo que ainda não temos e nem sei se teremos um dia. Preciso ser minha antes de ser tua e você precisa ser teu para assim ser meu, só meu. Mas eu sou do cara da última balada e você da menina da sua rua. Não nos parecemos em nada mas nos completamos em tudo. A verdade é que podemos ser qualquer coisa boa juntos, e deixarmos de ser apenas distância.
Você tem o mundo nas mãos, mas anda perdido como se a luz estivesse apagada. E se a luz não acender, quem vai saber por onde caminhar? Como você vai caminhar?! Ninguém é tão bruto assim o tempo todo. Uma vez me disseram que era pura defesa sua, depois de tantas quedas as pessoas não te enganam mais, elas não conseguem mais se aproximarem. Elas sentem medo. E com a gente foi diferente. Não tive medo e você não teve receio. Te enxerguei e você deixou, e ficamos nessa de vai-não-volta, nessa certeza incerta de que alguma coisa faz nossa ligação, e na negação do sentimento que cresce.
Ontem confessei meu amor e você me provou o teu, mas só ele não é o bastante para nos unir. A gente não funciona em uma conta de adição. Precisamos de algo que ainda não temos e nem sei se teremos um dia. Preciso ser minha antes de ser tua e você precisa ser teu para assim ser meu, só meu. Mas eu sou do cara da última balada e você da menina da sua rua. Não nos parecemos em nada mas nos completamos em tudo. A verdade é que podemos ser qualquer coisa boa juntos, e deixarmos de ser apenas distância.
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