terça-feira, 27 de março de 2012

Um texto chato.

Queria que soubesse de uma coisa: é claro que a gente se engana. E não, hoje eu não vou escrever sobre amor. Será que consigo? De novo, e de novo... Nunca me canso. Sempre termino no mesmo ponto neutro que recorro depois de enormes decepções e tapas na cara: O lugar comum e óbvio de escrever um texto chato.
Acho que agora que estou adquirindo uma diciplina que eu precisava ter em saber separar minha vontade de você e a necessidade. Não preciso de você, acho que não, assim como eu vejo que você não precisa de mim, mas minha vontade de saber de você, cuidar, saber se está bem, vivo, feliz, me faz querer tanto estar por perto. E sufoca. Ultrapassa. Atinjo seu ponto mais forte, sua liberdade.
Sempre agi muito por impulso e admito, assusto as pessoas em minha volta. Penso de menos, faço demais. Ninguém entende mas muito me cansa esses seres capazes de recionalizar seus romances. Acho uma pobreza alagoana essa história de liga-não-liga-vou-ligar-diz-que-nãotô-. Anda tão difícil achar alguem que nos aguente, anda tão difícil alguem que passe o número certo do celular pra você e você se dá o luxo de perder seu tempo dessa forma?! Ah mas vá! Liga, vai. Deixa mensagens. Se joga, se liberta e... E se arrebente no chão! Porque o amor tá banal e você tem que entender isso. Você vai arrasar a semana inteira, mas não tem jeito, no domingo de noite engatando com a segunda-feira trágica você vai recorrer ao lugar comum e óbvio de escrever um texto chato!

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